Radar meteorológico do RS deve começar a operar no segundo semestre

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Radar ficará no Morro São João, em Montenegro, inundada pelo Rio Caí (Foto: Prefeitura de Montenegro/Divulgação)
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Após as tragédias climáticas que assolaram o Rio Grande do Sul e vitimaram 75 pessoas entre junho e novembro de 2023, o estado está adotando medidas para fortalecer seu sistema de monitoramento e alerta. Nesse contexto, foi anunciada a construção de um radar meteorológico, visando oferecer maior precisão no monitoramento e, consequentemente, mais segurança para a população.

O equipamento, que estará sob a administração da Defesa Civil, tem previsão para entrar em operação no segundo semestre deste ano, de acordo com projeções do governo. Até o momento, o Rio Grande do Sul já contabiliza 32 mortes e 60 desaparecidos devido aos temporais que atingem o estado desde segunda-feira (29).

O radar será instalado em Montenegro, no Vale do Caí, a 63 km de Porto Alegre, no Morro São João. Com uma abrangência de 150 km de raio, o radar cobrirá não apenas o Vale do Taquari, mas também a Região Metropolitana de Porto Alegre.

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A escolha do local levou em conta diversos fatores, incluindo a operacionalidade do radar, acesso, infraestrutura de energia elétrica e internet, bem como a presença de uma torre de 40 metros de altura, que já está disponível para a instalação.

A empresa responsável pela entrega do serviço é a Climatempo. Atualmente, os componentes do radar estão em fase final de testes na sede da fabricante e em breve serão despachados para o Brasil, dentro do prazo estabelecido no contrato.

O coronel Luciano Chaves Boeira, coordenador da Defesa Civil, expressou sua satisfação com o andamento do projeto, destacando o compromisso com a excelência e a segurança da população gaúcha. Ele ressaltou que o novo radar será fundamental para a gestão de riscos de desastres, fornecendo dados mais precisos e permitindo ações preventivas com até três horas de antecedência.

Atualmente, o estado conta com o monitoramento de três radares das Forças Armadas, porém, o acesso aos dados produzidos por eles é limitado.

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