Obras da trincheira da Rua Anita Garibaldi são entregues

A Prefeitura de Porto Alegre entregou as obras da trincheira da Rua Anita Garibaldi nesta quinta-feira, dia 23 de janeiro de 2020, com custo total estimado em R$ 19,3 milhões.

A trincheira possui duas faixas de tráfego (7,80 metros de largura total), além de duas alças para acesso local e conversões na Terceira Perimetral.

As obras iniciadas em janeiro de 2013 passou por vários entraves e dificuldades, como erros de projeto, suspensões e até abandono da empresa responsável pelos trabalhos.

Foi liberada a alça sul para acesso da Avenida Carlos Gomes para a Rua Anita Garibaldi, sentido Bairro. Com a modificação, a Alameda Raimundo Correa voltará a ter sentido único em direção à Rua Anita Garibaldi, na quadra a partir da Rua Furriel Luiz Antônio de Vargas.

A conclusão da via representa uma solução viária para um importante cruzamento formado por vias de grande circulação – Carlos Gomes e Anita Garibaldi -, onde circulam aproximadamente 75 mil veículos por dia.

O secretário municipal de Planejamento e Gestão, Daniel Rigon, disse que as obras apresentaram necessidade de adequação de projeto devido à existência de uma rocha no local, problema crucial na demora da execução dos trabalhos.

Além disso, a primeira empresa vencedora da licitação teve problemas para executar os serviços. A segunda colocada não teve interesse em assumir a obra. A terceira colocada foi chamada e deu continuidade até quase a conclusão, que foi feita efetivamente com as equipes da Prefeitura de Porto Alegre.

A sinaleira que permite o cruzamento do tráfego da Avenida Carlos Gomes pela Rua Furriel Luiz Antônio de Vargas será desativada nos próximos 10 dias. “Ela permanece nesse primeiro momento para que os motoristas que trafegam na região se acostumem com o trânsito após a liberação completa do tráfego na trincheira da Rua Anita Garibaldi. Depois disso, será retornada a configuração anterior, permitindo a travessia de pedestres no local e não mais a transposição de veículos”, explica o diretor técnico da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Marcelo Hansen.

Paralisações

Ocorreram paralisações em 2016, 2018 e duas em 2019 devido a entraves financeiros e tratativas com moradores. Em novembro de 2019, a Prefeitura de Porto Alegre assinou uma ordem de reinício, não cumprida pela empresa responsável, o que resultou em decisão do poder público pelo fim do contrato.

A administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade e da Empresa Pública de Transporte e Circulação, assumiu e concluiu os 2% restantes das obras.

Para executar o que faltava, a Diretoria-Geral de Conservação de Vias Urbanas trabalhou 30 dias a partir da primeira semana de dezembro, com uma equipe de sete pessoas, utilizando máquinas como caminhão-pipa, retroescavadeira, caçamba, motoniveladora e vibroacabadora.

Foram aplicados 198 toneladas de asfalto, 110 metros de basalto irregular e 50 metros de grama, com investimento de R$ 125 mil. O custo inicial da obra era de R$ 10,2 milhões.

Mobilidade Porto Alegre

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