Governo Federal declara estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul após temporais

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Foto: Reprodução/Gazeta do Sul
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O governo federal reconheceu, no domingo (5), o estado de calamidade pública em 336 municípios do Rio Grande do Sul, em decorrência das fortes chuvas e enchentes que assolaram o estado. Essa medida facilita a transferência emergencial de recursos federais para atender às necessidades dessas áreas atingidas.

Entre as cidades beneficiadas está a capital, Porto Alegre. O estado, que possui 497 municípios, teve suas principais cidades afetadas pelas chuvas.

A declaração de calamidade pública possibilita que as cidades solicitem recursos da União para diversas ações emergenciais, incluindo desmontagem de edificações comprometidas, desobstrução de vias, abastecimento de água potável e transporte coletivo.

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O presidente Lula, durante visita ao estado, prometeu a criação de um plano de prevenção de acidentes climáticos, visando antecipar e mitigar desastres. Acompanharam o presidente durante o sobrevoo às áreas afetadas autoridades locais e federais, como os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

O senador Rodrigo Pacheco sugeriu a implementação de um novo “orçamento de guerra” para a reconstrução do estado, semelhante ao adotado durante a pandemia de Covid-19. Arthur Lira, presidente da Câmara, afirmou que será buscada uma resposta efetiva para a situação, contando com a sensibilidade do ministro da Fazenda.

O Rio Grande do Sul enfrenta uma situação crítica, com mais de 340 municípios afetados pelas enchentes, o que representa mais da metade do estado. Hospitais foram impactados, estradas estão bloqueadas e o aeroporto de Porto Alegre teve suas atividades interrompidas.

O número de mortos chega a 78, com 105 desaparecidos e 175 feridos. Milhares de pessoas estão desabrigadas ou desalojadas, e o desabastecimento de água e energia elétrica afeta centenas de milhares de imóveis.

A capital, Porto Alegre, enfrenta um desabastecimento crítico de água, com 70% da população afetada. O prefeito pediu que os moradores que possuem casas no litoral deixem a cidade temporariamente para reduzir o consumo de água.

O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de reconstrução pós-guerra, e serão necessárias medidas urgentes para restaurar a normalidade e garantir o bem-estar da população.

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