Tragédia no Rio Grande do Sul: Chuvas intensas deixam 90 mortos e 131 desaparecidos

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Foto: Handout/SEDAC/AFP
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A região sul do Brasil enfrenta uma das piores tragédias em décadas, com as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul deixando um rastro de destruição e sofrimento. Nesta terça-feira (7), o estado registrou um total de 90 mortes em decorrência das enchentes, com 131 pessoas ainda desaparecidas e 362 feridos. A magnitude do desastre já afetou mais de 1,4 milhões de pessoas, gerando uma crise humanitária de proporções alarmantes.

Segundo a Defesa Civil, o número de óbitos pode aumentar nos próximos dias, enquanto as equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes entre os escombros e áreas inundadas. Com 48.297 desabrigados e 156.056 desalojados, as autoridades enfrentam o desafio de fornecer abrigo, comida e assistência médica para milhares de pessoas que perderam tudo nas enchentes.

O cenário é de caos em 388 dos 497 municípios do estado, onde escolas foram fechadas, estradas ficaram interditadas e comunidades inteiras foram isoladas pela força das águas. A situação se agrava com a previsão de uma frente fria, que aumenta o risco de enchentes nos municípios às margens da Lagoa dos Patos.

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A chegada da frente fria também traz preocupações com a saúde das vítimas, com temperaturas mais baixas podendo agravar a situação daqueles que ainda aguardam resgate em áreas sem abrigo adequado. Profissionais de saúde alertam para os riscos de hipotermia e doenças relacionadas ao frio, enquanto os hospitais enfrentam um colapso devido ao grande número de feridos e doentes.

Em meio à devastação, a solidariedade se destaca, com a população e organizações locais mobilizando esforços para ajudar os necessitados. A Defesa Civil gaúcha está recebendo doações na Central Logística, em Porto Alegre, para fornecer itens essenciais como colchões, cobertores, água potável e alimentos para as vítimas.

Enquanto o Rio Grande do Sul luta para se recuperar dessa catástrofe, as chuvas também atingiram Santa Catarina e o Paraná, causando mais três mortes e agravando ainda mais a situação no sul do país.

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