Sistema de contenção de águas em Porto Alegre falha devido à negligência na manutenção, afirma especialista

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Foto: DNIT
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O sistema de contenção de águas do Rio Guaíba em Porto Alegre, projetado para suportar até seis metros de elevação, enfrentou um colapso sem precedentes, revelando falhas críticas decorrentes da falta de manutenção e negligência da Prefeitura ao longo de décadas. Segundo o professor Gean Paulo Michel, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS, a ausência de cuidados adequados resultou na incapacidade do sistema de suportar níveis acima de cinco metros, expondo a cidade a um desastre de proporções inéditas.

O sistema, que entrou em operação nos anos 1960, é composto por diques, o Muro da Mauá, comportas e casas de bombas, com a função de conter os rios Jacuí e Gravataí. No entanto, a falta de investimento em manutenção ao longo dos anos comprometeu sua eficácia. O colapso do sistema levou a um desastre sem precedentes, com falta de energia elétrica, água e suprimentos básicos na capital gaúcha.

Questionadas sobre a situação, tanto a Prefeitura de Porto Alegre quanto o Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) afirmaram ter investido R$ 592 milhões em obras relacionadas à prevenção de cheias e alagamentos na cidade. No entanto, não foram destinados recursos específicos para a manutenção do sistema de contenção de águas, o que levantou críticas sobre a gestão dos recursos públicos.

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O professor Michel ressaltou a falta de um plano de contingência eficaz para retirada de moradores em caso de inundação, destacando a necessidade urgente de estabelecer medidas preventivas e alternativas para lidar com situações de emergência.

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