Alerta de evacuação: barragem rompe parcialmente no Rio Grande do Sul, deixando várias cidades em estado de emergência

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Registro da barragem 14 de Julho, no RS - Foto: Divulgação/Companhia Energética Rio das Antas
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A Defesa Civil estadual emitiu um alerta urgente na noite de quinta-feira, ordenando a evacuação imediata de comunidades em sete cidades do Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada após o rompimento parcial da barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho, localizada entre Cotiporã e Bento Gonçalves, na Região da Serra.

As cidades afetadas pela medida são Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado. Enquanto isso, os números trágicos continuam a aumentar, com mais de 30 mortes confirmadas e cerca de 70 pessoas ainda desaparecidas até o momento.

O panorama da tragédia é desolador: mais de 24.252 pessoas estão deslocadas, com 7.165 em abrigos e 17.087 buscando refúgio nas casas de parentes ou amigos. Dos 496 municípios do estado, 235 foram afetados de alguma forma, impactando diretamente 351.639 mil pessoas.

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O rompimento da barragem ocorreu na quinta-feira, com as sirenes sendo acionadas para alertar a população sobre o perigo iminente. As autoridades pediram encarecidamente que as pessoas deixassem as áreas de risco e buscassem refúgio em terrenos mais elevados.

Apesar do desastre, a Companhia Energética Rio das Antas (Cetran), responsável pela administração da barragem, garantiu que a estrutura permanece estável desde o rompimento parcial e que as vazões diminuíram nas últimas horas. A empresa continua em contato com a Defesa Civil e prioriza a segurança da população.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que medidas de segurança foram implementadas para mitigar os danos.

O governador Leite, em entrevista coletiva na quarta-feira (1º), havia alertado sobre a possibilidade de colapso da estrutura devido às chuvas intensas. Agora, com a triste realidade do desastre, os esforços de resgate e assistência à população estão em pleno andamento, enquanto a região enfrenta uma das piores crises humanitárias de sua história recente.

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