Quase dois anos após as enchentes históricas que afetaram cidades, estradas e cadeias logísticas no Rio Grande do Sul, o tráfego nas rodovias do RS segue em recuperação. Nos últimos 12 meses, o movimento acumulou alta de 11,8%, conforme dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O crescimento reflete a retomada econômica do estado e a recomposição gradual da mobilidade e da logística regional.
Avanço do tráfego nas rodovias do RS em 12 meses
O aumento do tráfego nas rodovias do RS ocorreu principalmente pela circulação de veículos leves, que cresceu 13,1% no período. Esse avanço indica uma retomada gradual dos deslocamentos de pessoas, seja em viagens cotidianas, intermunicipais, de lazer ou trabalho. O fluxo de veículos pesados, ligado ao transporte de cargas e à atividade logística, também cresceu, com alta de 7,6% nos últimos 12 meses.
Na passagem de março para abril, já descontados os efeitos sazonais, o tráfego total nas rodovias gaúchas avançou 2,4%. O resultado combinou aumento de 3,3% na circulação de veículos leves e alta de 0,8% entre veículos pesados. Na comparação com abril de 2025, o tráfego total cresceu 5,4%, com desempenho mais forte dos veículos leves (+7,1%), enquanto o fluxo de pesados apresentou leve retração (-0,4%).
Desafios estruturais da frota e impacto nas rodovias do RS
Apesar da recuperação do fluxo rodoviário, o estado enfrenta desafios estruturais importantes. Segundo estatísticas da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o Rio Grande do Sul possuía 8,56 milhões de veículos em março de 2026, o equivalente a 6,6% da frota nacional. A idade média dos veículos chegou a 19,9 anos, e 40,9% da frota foi fabricada há mais de 20 anos.
A maior parte da frota gaúcha compõe-se de automóveis (57,7%) e motocicletas (14,7%). Quanto ao combustível, predominam veículos movidos exclusivamente a gasolina (44,2%) e modelos movidos a gasolina e etanol (38,2%). Veículos elétricos ou híbridos representam apenas 0,5% do total.
No acumulado de 2026 até abril, o fluxo nas rodovias gaúchas cresceu 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço sustentou-se principalmente pelos veículos leves, enquanto os pesados ficaram próximos da estabilidade. Esse resultado reforça que a recuperação do tráfego ocorre de forma gradual e desigual entre os segmentos, combinando melhora da mobilidade de pessoas, recomposição logística e desafios persistentes ligados à infraestrutura e à renovação da frota.
Indicadores de mobilidade e a retomada econômica no Rio Grande do Sul
Os dados reforçam sinais de normalização da circulação no estado após os impactos provocados pelo desastre climático de 2024, que interrompeu estradas, afetou deslocamentos e dificultou o transporte de pessoas, insumos e mercadorias. Nesse contexto, os indicadores de tráfego ajudam a acompanhar não apenas o movimento nas rodovias do RS, mas também o ritmo de recomposição da mobilidade e da logística regional.
“O avanço do tráfego no Rio Grande do Sul mostra que o estado vem recuperando gradualmente sua capacidade de circulação de pessoas e mercadorias após os impactos climáticos de 2024. Os indicadores de mobilidade ajudam a medir não apenas o deslocamento nas rodovias, mas também o ritmo da retomada econômica e logística da região”, afirma Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.
Sobre a Veloe e sua atuação nas rodovias do RS
A Veloe atua como empresa de mobilidade e gestão de frotas e frete da holding Elopar, controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco. A companhia busca tornar o deslocamento mais fluido e a gestão de abastecimento mais eficiente. Com ampla aceitação em todas as rodovias pedagiadas do país e em mais de 30.000 estabelecimentos, entre postos, estacionamentos e oficinas, a Veloe conta com parceiros estratégicos para oferecer MaaS (Mobility as a Service), como C6 Bank, BV, Banrisul, Cartões Elo e Banestes.
Por meio da unidade de negócios Veloe Go, a empresa oferece soluções completas de gestão de frota e frete para o segmento de transporte e logística, focadas em reduzir a burocracia e aumentar a rentabilidade de empresas e caminhoneiros autônomos. Referência no setor, a marca divulga mensalmente o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fipe, gerando dados estratégicos para a tomada de decisões para o futuro da mobilidade no Brasil.
A recuperação do tráfego nas rodovias do RS demonstra a retomada gradual da circulação de pessoas e mercadorias no estado, apesar dos desafios estruturais da frota e da infraestrutura. Os indicadores de mobilidade revelam o progresso da retomada econômica e logística da região, destacando a importância das rodovias do RS para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.