A Trensurb realizou, no dia 29 de outubro de 2026, um seminário interno intitulado “Outubro Rosa: Prevenção e Diagnóstico Precoce”. Organizado pelo Setor de Responsabilidade Social (Seres), o evento abordou a identificação de alterações nas mamas, fatores de risco, medidas de prevenção e cuidados para pessoas diagnosticadas com câncer de mama.
Outubro Rosa: prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama
A palestra foi ministrada por Carmen Zotz, bióloga e voluntária do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama) desde 2018. O instituto promove ações de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e oferece serviços como acolhimento, orientação jurídica e nutricional, fisioterapia, micropigmentação de aréola, terapias complementares e acesso facilitado ou com descontos a exames e mamografias.
Durante o seminário, Carmen destacou a relevância de conhecer os direitos garantidos por lei às pessoas com câncer. Entre as legislações apresentadas, estão a Lei nº 11.664/2008, que trata da efetivação de ações de saúde para prevenção, detecção, tratamento e acompanhamento dos cânceres de mama, colo do útero e colorretal, e a Lei nº 13.770/2018, que prevê cirurgia plástica reconstrutiva da mama, incluindo procedimentos na mama contralateral para simetria, conforme indicação médica.
Estimativas e diagnóstico precoce
A palestrante apresentou estimativas da incidência do câncer de mama no Brasil para 2026 a 2028, com projeção de até 78.610 novos casos por ano. Ressaltou a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Segundo Carmen, quando identificado em estágios iniciais, o câncer de mama pode ter até 95% de chances de cura. Ela também mencionou avanços possíveis com o desenvolvimento da medicina.
Entre os sinais de alerta estão secreções incomuns, alterações na pele, afundamento ou retração do mamilo e nódulos. Mudanças na textura da pele, que pode parecer casca de laranja, também merecem atenção. Além da observação, exames de rastreamento como a mamografia são fundamentais para a detecção da doença.
Autoconhecimento e atenção aos sinais
O seminário incluiu orientações sobre a autopalpação das mamas, que ajuda a conhecer o próprio corpo e identificar possíveis mudanças. A técnica demonstrada utiliza a ponta dos três dedos médios para examinar delicadamente as mamas e regiões próximas, incluindo axilas. A observação pode ser feita em frente ao espelho, durante o banho ou deitada.
Carmen alertou que a autopalpação não substitui exames de rastreamento nem avaliação profissional. “Mesmo com este método sendo prático no dia a dia, muitas pessoas podem não sentir ou ver alguma alteração”, destacou.
Além das informações técnicas, a palestrante compartilhou parte de sua trajetória pessoal. Diagnosticada com câncer de mama em 2005, falou brevemente sobre o tratamento e reforçou que cada caso exige acompanhamento e cuidados individualizados.
