A ASUR consolidou sua entrada no Brasil ao concluir a aquisição da plataforma aeroportuária da Motiva, em uma operação de R$ 5,1 bilhões que acrescenta 17 aeroportos brasileiros ao seu portfólio e amplia para 20 o total de participações da companhia nas Américas.
Segundo o comunicado, a transação representa o maior movimento de expansão internacional da história da empresa e inclui três aeroportos internacionais fora do País, localizados em Quito, San José e Curaçao. A companhia informou que, a partir de hoje, assume as operações previstas no Brasil, sem alterações nas equipes nem na estrutura operacional.
ASUR passa a reunir 20 aeroportos e reforça presença internacional
Com a incorporação dos ativos, a rede do grupo passa a conectar mais de 200 rotas regulares e movimentou mais de 48 milhões de passageiros em 2025, crescimento de 6,1% em relação a 2024. Somado aos 71,6 milhões de passageiros por ano já administrados pela empresa, esse volume consolida a posição da ASUR como líder aeroportuária nas Américas em movimentação anual de passageiros.
A empresa destacou que a entrada no Brasil amplia uma plataforma internacional já presente no México, na Colômbia, em Porto Rico, no Equador, na Costa Rica, em Curaçao e em terminais de três hubs aéreos dos Estados Unidos: Los Angeles, Nova York e Chicago O’Hare.
“O Brasil ocupa uma posição central na estratégia de crescimento da ASUR. A aquisição amplia nossa presença em um dos mercados aéreos mais relevantes do mundo e combina ativos de alta qualidade, escala operacional e oportunidades de desenvolvimento de longo prazo”, diz Adolfo Castro, CEO do Grupo ASUR desde 2011.
Operação no país mantém equipes e continuidade do atendimento
A transição foi estruturada para garantir continuidade das operações, dos serviços e do atendimento. Os cerca de 1.000 profissionais que já atuavam na plataforma aeroportuária no Brasil permanecem nas operações e passam a integrar a estrutura global da companhia, de acordo com o release.
José Formoso assume como CEO da ASUR Brasil. Em sua fala, ele afirmou: “Nossa primeira prioridade é assegurar uma transição estável, segura e próxima das pessoas. A permanência das equipes preserva o conhecimento de cada aeroporto e garante a continuidade do atendimento a passageiros, companhias aéreas, parceiros e comunidades”.
A rede brasileira reúne aeroportos nas cinco regiões do País e atende diferentes perfis de operação, como turismo, aviação executiva, transporte regional, carga, logística e indústria. Entre os terminais listados estão Bagé, Belo Horizonte/Confins, Belo Horizonte/Pampulha, Curitiba/Afonso Pena, Curitiba/Bacacheri, Foz do Iguaçu, Goiânia, Imperatriz, Joinville, Londrina, Navegantes, Palmas, Pelotas, Petrolina, São Luís, Teresina e Uruguaiana.
O comunicado também informa que, no caso do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, a ASUR já ocupa a posição antes detida pela Motiva no bloco privado da BH Airport, enquanto a aquisição adicional da participação de 12,75% da Zurich Airport na concessionária ainda segue trâmites regulatórios.