São Leopoldo enfrentou uma paralisação total do transporte coletivo urbano na manhã desta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A greve dos rodoviários começou após a rejeição da proposta de reajuste salarial e mudanças nos benefícios da categoria. As garagens das quatro empresas que compõem o Consórcio Operacional Leopoldense (Coleo) permaneceram fechadas, com os trabalhadores concentrados nos locais. A decisão pela paralisação ocorreu em assembleia realizada na noite de domingo, 12 de julho.
Proposta de reajuste salarial e reivindicações dos rodoviários
A proposta rejeitada pelos rodoviários previa um reajuste salarial de 4,42%, sendo 2% aplicado imediatamente e o restante em novembro. O mesmo índice seria aplicado ao vale-alimentação. A categoria reivindica equiparação salarial com trabalhadores de municípios vizinhos, retomada do quinquênio e manutenção do vale-alimentação durante as férias. Segundo o sindicato, os salários dos rodoviários em São Leopoldo acumulam defasagem em comparação com cidades como Sapucaia do Sul.
Alternativas para os passageiros durante a paralisação
Sem a circulação dos ônibus, os passageiros recorreram a carros de aplicativo, caronas e transporte particular para cumprir compromissos e chegar ao trabalho. A paralisação impacta principalmente os usuários que dependem do transporte coletivo para deslocamentos entre o Centro e os bairros de São Leopoldo. Até o momento, não há previsão de retomada da circulação ou confirmação de operação mínima durante a greve.
Mediação e pedido de operação mínima
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) marcou uma audiência de mediação para as 14h desta segunda-feira, com participação de representantes dos trabalhadores, das empresas e do Ministério Público do Trabalho (MPT). A mediação ocorre dentro de um dissídio coletivo de greve apresentado pelo sindicato que representa as empresas de transporte. A entidade patronal solicitou uma decisão liminar para garantir a manutenção mínima dos serviços durante a paralisação. O resultado da audiência será divulgado pelo TRT-RS.
São Leopoldo enfrenta paralisação total do transporte coletivo
A Prefeitura de São Leopoldo e o consórcio ainda não apresentaram posicionamento oficial sobre o início da greve. A paralisação afeta diretamente a mobilidade urbana da cidade, deixando os usuários sem o serviço de ônibus urbano nesta segunda-feira. A situação permanece em aberto até a conclusão da mediação e possíveis acordos entre as partes envolvidas.
