O reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais no Rio Grande do Sul entrou em vigor na última quarta-feira, 8 de abril de 2026. A decisão do Conselho de Tráfego do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) aprovou um aumento de 8,18% nas passagens do transporte intermunicipal em todo o Estado. Essa atualização impacta diretamente os usuários que dependem desse serviço para se deslocar entre cidades.
Reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais no Rio Grande do Sul
O percentual de 8,18% representa o sexto maior aumento desde 2008, segundo dados disponibilizados pelo Daer. O maior reajuste ocorreu em 2022, quando as tarifas subiram 20,41%. O aumento atual atende a um pedido das associações das empresas transportadoras, que justificam a necessidade de atualização para manter o equilíbrio econômico das operações.
Para definir o novo valor das passagens, o Daer analisou uma cesta de índices da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), que combina o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Além disso, considerou a variação dos preços dos combustíveis, fator que influencia diretamente os custos do transporte intermunicipal.
Linhas afetadas pelo aumento
O reajuste atinge diversas linhas de ônibus intermunicipais em todo o Estado, abrangendo conexões entre cidades e regiões diferentes. Entre as linhas impactadas com embarque nas estações rodoviárias, destacam-se: São Leopoldo – Nova Petrópolis (Wendling), Dois Irmãos – Morro Reuter (Wendling), Novo Hamburgo – Feliz (Expresso Caxiense), Taquara – Canela (Citral), São Sebastião do Caí – São José do Hortêncio (Caiense), Novo Hamburgo – São Leopoldo – Tramandaí (Unesul), Montenegro – Harmonia (Viação Montenegro) e Ivoti – Picada Café (Capivarense).
Para embarques fora das estações, o aumento afeta trajetos como Novo Hamburgo – Presidente Lucena (Capivarense), São Leopoldo – Lindolfo Collor (Capivarense), Canoas – Tramandaí (Unesul), São Francisco de Paula – Gramado (Citral), Canela – Montenegro (Citral), Taquara – Riozinho (Citral), Dois Irmãos – Santa Maria do Herval (Wendling) e São Sebastião do Caí – Bom Princípio (Caiense).
Leia também:
- Marcopolo inaugura nova pista de testes em Caxias do Sul
- Procon notifica postos de combustíveis por alta injustificada em Porto Alegre
- Carros populares dominam quase 80% das corridas de aplicativo no Brasil
- Jeep Renegade: evolução, tecnologia híbrida e design renovado
- 7ª edição do Pedal da Paz reúne ciclistas em passeio gratuito de 12 km
- EPTC solicita prorrogação do projeto experimental da motofaixa na Avenida Assis Brasil
Impacto do aumento nas tarifas dos ônibus intermunicipais para os usuários
O reajuste nas passagens dos ônibus intermunicipais afeta diretamente o orçamento dos passageiros. Maria Eloi, moradora de São Nicolau, relata que costuma pagar R$ 266 para viajar até Porto Alegre. Com o aumento, a situação financeira se complica ainda mais. Ela comenta que precisa economizar para conseguir realizar a viagem, pois o custo elevado dificulta o deslocamento.
A estudante de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Camili Silva, também expressa insatisfação com o aumento. Ela destaca que muitas pessoas que não possuem carro dependem do transporte público para trabalhar ou estudar. Além disso, ressalta que o serviço nem sempre apresenta qualidade e que o preço alto impacta no lazer e na qualidade de vida, pois obriga a economizar para pagar o transporte, uma necessidade básica.
DAER reforça a importância do reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) destaca que o reajuste tarifário está previsto em lei e representa uma medida essencial para garantir o equilíbrio econômico das operações de transporte intermunicipal. Questionado sobre a possibilidade de redução no número de passageiros devido ao aumento, o Daer informou que não consegue mensurar essa variação no momento.
O reajuste nas tarifas dos ônibus intermunicipais no Rio Grande do Sul reflete a necessidade de adequação dos preços diante dos custos operacionais e da inflação. Apesar do impacto financeiro para os usuários, o ajuste busca manter a sustentabilidade do serviço que conecta diversas cidades e regiões do Estado, garantindo a mobilidade da população.

