Número de mortes no trânsito recua em Porto Alegre em 2026

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) divulgou o balanço dos acidentes de trânsito com mortes registrados em Porto Alegre nos primeiros oito meses de 2026. Até o final de agosto, foram contabilizadas 56 mortes em 55 acidentes fatais, cinco vidas a menos do que no mesmo período de 2025, quando ocorreram 61 mortes em 60 acidentes. A redução acontece após um início de ano com o maior número de mortes para o primeiro bimestre em mais de 15 anos.

Redução das mortes no trânsito em Porto Alegre

A trajetória dos últimos meses mostra uma reversão da tendência inicial. Entre janeiro e fevereiro, foram 20 mortes no trânsito, o que gerou alerta para a segurança viária da capital e indicava uma projeção de até 120 vidas perdidas ao longo de 2026 caso o ritmo se mantivesse. O prefeito Sebastião Melo destacou que “um trânsito mais seguro se constrói com ações do poder público, mas também com a cooperação do motorista, do motociclista, do pedestre, do ciclista e de todos que se movimentam pela cidade. Quando se trata de vidas, não existe um número aceitável. Queremos reduzir cada vez mais os acidentes”.

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  • No primeiro semestre, foram contabilizadas 45 mortes, o mesmo número registrado nos seis primeiros meses de 2025 e 2024. Essa estabilização interrompeu a tendência de crescimento observada no início do ano e reduziu a projeção anual de mortes de 120 para aproximadamente 90.

    Fiscalização e ações para salvar vidas

    O diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto, afirmou que, diante do cenário preocupante no início do ano, intensificaram o monitoramento, as ações de fiscalização, educação para o trânsito e intervenções de engenharia. Ele ressaltou que “ainda há muito trabalho pela frente, mas os números mostram que estamos no caminho certo e que é possível salvar vidas no trânsito”.

    Entre as iniciativas reforçadas em 2026 está a implantação de detectores de avanço de sinal em 15 cruzamentos críticos, selecionados com base no histórico de sinistros graves, incluindo mortes e feridos graves. Essa medida ampliou a fiscalização e reforçou a presença do poder público em pontos de maior risco.

    Segundo Bisch Neto, os dados dos primeiros meses de operação dos detectores indicam que a maioria dos motoristas de Porto Alegre tem adotado comportamento seguro e responsável. Entre março e julho, os equipamentos monitoraram mais de 23 milhões de veículos, com apenas 0,026% resultando em infrações.

    Monitoramento e planejamento para redução das mortes no trânsito

    A fiscalização faz parte de um conjunto de ações da EPTC nas áreas de fiscalização, engenharia e educação para a mobilidade, com o objetivo de reduzir fatores associados aos sinistros e preservar vidas. Os dados integram o monitoramento permanente do Programa Vida no Trânsito (PVT), que analisa todas as ocorrências fatais na capital.

    A partir desse trabalho, são identificados os principais fatores e comportamentos de risco envolvidos nos acidentes, subsidiando o planejamento e a execução de medidas de fiscalização, engenharia e educação para o trânsito.

    As ações da EPTC integram o Plano de Segurança Viária Sustentável (PSVS) da capital e seguem as diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

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