Ministro do Desenvolvimento Regional autoriza obras de revitalização de estações da Trensurb

No início da tarde desta sexta-feira, dia 11 de dezembro de 2020, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participou de reunião na sede da Trensurb e, na ocasião, assinou ordem de serviço autorizando obras de revitalização das estações.

Um investimento de R$ 7,6 milhões do Governo Federal contempla trabalhos de modernização e adaptação às normas de acessibilidade em 12 estações do metrô, além da recuperação de passarelas e terminais de integração de cinco estações.

Durante a reunião, o ministro afirmou que, com essa ação, o Governo Federal busca “a melhoria dos serviços para a população da Região Metropolitana de Porto Alegre”. Segundo Rogério Marinho, é objetivo do governo a integração e a racionalização dos sistemas de transporte e, para isso, é importante se “ter uma gestão profissional” na área.

Ele afirmou que é importante lembrar que “nosso cliente é a população”, que demanda um serviço eficiente, com regularidade e conforto. Disse também que, devido à complexidade e o custo de operação de sistemas metroferroviários, é usual que haja subsídios ao setor – como acontece no mundo todo -, mas que é possível agregar receita e equalizar a tarifa àquilo que a população pode pagar por meio de parcerias e da exploração do potencial imobiliário.

Conforme Rogério Marinho, o aporte para as obras nas estações se deu pela “necessidade de se fazer investimento em manutenção do sistema”. O investimento, segundo ele, “reafirma o compromisso do governo federal com os sistemas de mobilidade urbana, de transporte de passageiros, e com a busca de soluções integradas e racionais”.

Ao concluir sua fala, o ministro parabenizou a gestão, o Conselho de Administração e o corpo técnico da Trensurb pelo trabalho realizado.

O presidente do Conselho de Administração da Trensurb, Carlos Biedermann, lembrou o ano difícil para todos, especialmente, para as empresas de transporte de passageiros, que viram grande queda no fluxo de passageiros.

Para Carlos Biedermann, no entanto, “felizmente, graças à competência da administração”, a Trensurb foi capaz de suportar o momento de crise sem grandes contratempos e conseguindo “preservar e promover os protocolos” necessários em função da Covid-19.

Ele destacou também os estudos conduzidos para a elaboração do planejamento estratégico da empresa para o ciclo 2021-2025, que devem se aprofundar em relação ao potencial imobiliário representado pelo sistema metroviário – que poderia ajudar a reduzir a necessidade de subsídio da empresa.

Para o presidente do Conselho de Administração da Trensurb, em meio à crise da pandemia, a Trensurb “vive um momento de estabilidade, tranquilidade” graças ao “trabalho excelente” da gestão.

O diretor-presidente da Trensurb, Pedro Bisch Neto, fez uma apresentação ao ministro, trazendo informações sobre a história, a estrutura e a operação da Trensurb. Ele destacou a recuperação da taxa de cobertura operacional (razão entre as receitas próprias e as despesas de funcionamento) nos últimos dois anos após um período de uma década de congelamento da tarifa.

Em 2017, a taxa havia sido de 41,30%. Em 2018, foi de 55,26% e, em 2019, chegou a 70,15%. Pedro Bisch Neto ressaltou ainda a importância do crédito suplementar autorizado pelo Governo Federal para a realização das obras.

Sobre os trabalhos nas estações, o diretor-presidente afirma: “Esses investimentos vão qualificar os serviços, nosso intuito é melhorar a vida das pessoas e a sua segurança”.

Após a reunião, Rogério Marinho conheceu ainda o Centro de Controle Operacional da Trensurb. Estiveram também presentes na ocasião: o secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos; o diretor de Operações da Trensurb, Luís Eduardo Fidell; o superintendente de Desenvolvimento e Expansão da estatal, Francisco Schreinert; o superintendente de Desenvolvimento Comercial da empresa metroviária, Diego Tarta; empregados, gestores e conselheiros da Trensurb.

As obras previstas

Os serviços de reformas nas estações foram licitados em três lotes, todos eles arrematados pela empresa Construtec MS pelo valor total de R$ 6,1 milhões.

Os trabalhos previstos nas estações Aeroporto, Anchieta, Niterói e Fátima consistem em: recuperação da pintura; reforma de sanitários (incluindo adaptação para pessoas com deficiência); instalação de portas automáticas de acesso; adequação de corrimãos às normas de acessibilidade e plano de prevenção contra incêndio; instalação de piso podotátil; ajustes na comunicação visual; instalação de elevadores.

Já nas estações Mercado e São Pedro serão realizados: adequação de corrimãos às normas de acessibilidade e plano de prevenção contra incêndio; instalação de piso podotátil; adequação de sanitários para pessoas com deficiência; instalação de porta automática de acesso na Estação São Pedro. Essas estações formam o primeiro lote, que tem prazo de execução de oito meses a partir do início dos serviços.

O segundo lote é integrado pelas estações São Luís, Petrobras, Luiz Pasteur e Sapucaia, onde haverá: recuperação da pintura; reforma de sanitários (incluindo adaptação para pessoas com deficiência); instalação de portas automáticas de acesso; adequação de corrimãos às normas de acessibilidade e plano de prevenção contra incêndio; instalação de piso podotátil; ajustes na comunicação visual; instalação de elevadores. O prazo de execução é de sete meses.

O terceiro lote é formado pelas estações Unisinos e São Leopoldo, que contarão com: construção de sanitários para pessoas com deficiência; instalação de piso podotátil e substituição de piso das plataformas; instalação de portas automáticas de acesso; instalação de elevador na Estação Unisinos. O prazo de execução é de cinco meses.

Outra licitação, ainda em fase recursal, prevê a reforma de passarelas e terminais de integração nas estações Niterói, Fátima, Mathias Velho, Esteio e Sapucaia, incluindo: recuperação de coberturas, iluminação, estruturas metálicas e em concreto; reparos no piso dos passeios; execução de cobertura da passarela do lado leste da Estação Mathias Velho. O valor estimado dos serviços é de R$ 1,5 milhão, com prazo de execução de três meses a partir do início dos trabalhos.

Mobilidade Porto Alegre

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