Número de mortes no trânsito de Porto Alegre reduz 50% em junho

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Motociclista
Foto: Alex Rocha/Prefeitura de Porto Alegre
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A Empresa Pública de Transporte e Circulação disponibilizou o balanço da acidentalidade de junho. Os dados podem ser acessados no Observatório de Mobilidade. O mês registrou metade de mortes em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho deste ano foram quatro óbitos e, em 2020, oito. Das quatro mortes de 2021, três foram de motociclistas, sendo que um deles não tinha Carteira Nacional de Habilitação. No acumulado de janeiro até junho, a capital gaúcha registra 34 mortes, 8% a menos que em 2020, quando foram registradas 37 vítimas fatais.

O número geral de sinistros de trânsito aumentou 4% em relação a maio, passando de 994 para 1038. Já o número de feridos reduziu 7%, de 445 em maio para 411 em junho. No acumulado do primeiro semestre, de janeiro a junho, houve aumento de 19% no total de ocorrências, de 4371 em 2020 para 5219 em 2021. No entanto, os casos que resultaram em vítimas fatais reduziram 11%, de 36 para 32 ocorrências. O índice de atropelamentos, responsável por uma das mortes em junho, teve um pequeno acréscimo de 2%, com 284 nos primeiros seis meses de 2021 em comparação com 277 no mesmo período de 2020.

Motociclistas sem Carteira Nacional de Habilitação

Apenas um dos três motociclistas que faleceram em junho não tinha Carteira Nacional de Habilitação. Número menor do que o registrado entre janeiro e março, quando 50% dos motociclistas que morreram não tinham habilitação regular para a categoria A (para conduzir motocicletas).

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“Intensificamos as Operações Duas Rodas a partir de abril, quando o número de acidentes com motos representava mais de 50% das ocorrências no primeiro trimestre de 2021. Agora, após três meses de ações de educação e fiscalização, no acumulado desde o início do ano até junho, representam 31% do registro geral de acidentes”, destaca Paulo Ramires, diretor presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação.

Os fatores de risco dos acidentes que resultaram em morte de motociclistas (condutores e caronas) analisados até agora pela Comissão de Análise do Programa Vida no Trânsito são: conduzir sem Carteira Nacional de Habilitação, velocidade excessiva ou inadequada e conduzir tendo ingerido bebida alcoólica.

Fiscalização

No primeiro semestre de 2021, a fiscalização de trânsito flagrou 547 motociclistas sem Carteira Nacional de Habilitação e recolheu 700 motocicletas. Os registros de acidentalidade envolvendo motocicletas em Porto Alegre têm alertado para este grupo de risco e, em razão destes indicadores, as ações de fiscalização e educação se intensificaram desde o início do ano.

De janeiro a junho, foram abordados 9.278 motociclistas nas Operações Duas Rodas, 547 deles flagrados sem habilitação. Nas 175 operações, 3.293 motociclistas foram autuados por algum tipo de irregularidade, 700 motocicletas foram retiradas das ruas e recolhidas 183 Carteiras Nacionais de Habilitação e 705 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV).

Mês do Motociclista

A Empresa Pública de Transporte e Circulação utiliza os dados de acidentalidade para orientar ações de educação para a segurança no trânsito. A análise dos registros, e também com o Dia do Motociclista, celebrado em 27 de julho, fez com que a empresa escolhesse o tema para trabalhar durante o período.

Diversas ações para a segurança dos pilotos, sejam eles profissionais ou amadores, serão realizadas durante este mês. A data surgiu em 1984, uma escolha da Associação Brasileira dos Motociclistas (ABRAM), para homenagear os pilotos. O dia 27 de julho foi escolhido porque em 1974 faleceu o motociclista e mecânico da Honda, Marcus Bernardi.

Motociclista Seguro

Com base nos dados do Programa Vida no Trânsito, que identificou os motociclistas como as principais vítimas no trânsito de Porto Alegre, foi proposta em 2018 a criação do Programa Motociclista Seguro, desenvolvido em quatro eixos: comunicação, educação, engenharia e fiscalização.

Os objetivos são reduzir o número de acidentes fatais e de feridos graves envolvendo motociclistas, contribuir para a mudança de percepção dos demais usuários das vias públicas e sensibilizar os próprios motociclistas sobre a importância da percepção de risco e autocuidado no trânsito.

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