Eduardo Leite visita centro de teste da Hyperloop, sistema de transporte de alta velocidade que analisa rota no Rio Grande do Sul

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Hyperloop França
Governador Eduardo Leite e o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, com o diretor Ricardo Penzin, da Hyperloop (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)
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O Governador Eduardo Leite, visitou nesta sexta-feira, dia 8 de outubro de 2021, a sede de testagem da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), em Toulouse, no sul da França.

A empresa desenvolve o hyperloop, sistema de transporte por cápsulas para passageiros ou cargas que pode alcançar 1,2 mil km/h com conforto e segurança. Em janeiro deste ano, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul assinou um acordo com a Hyperloop e com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para que fossem feitos estudos de viabilidade para aplicação da tecnologia no Rio Grande do Sul. A rota estudada foi Porto Alegre-Caxias do Sul, passando por Novo Hamburgo e Gramado.

“Participamos desse desenvolvimento apostando na inovação, na tecnologia, sabendo que, embora possa parecer difícil de compreender e parecer distante, pode se tornar realidade. É um meio de transporte absolutamente disruptivo. A pesquisa e a ciência por si só por trás desse meio de transporte já são muito relevantes, e viabilizar ali na frente esse meio de transporte no Rio Grande do Sul nos colocará ainda mais em destaque como referência em inovação”, disse o governador.

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Tubo Hyperloop
Ar retirado de dentro de tubo garante deslocamento de cápsula sem atrito (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

A parceria do Governo do Estado do Rio Grande do Sul com a empresa de pesquisa americana coloca o Brasil na rota do transporte mais inovador e disruptivo atualmente em desenvolvimento no mundo.

O responsável pelo programa Hyperloop, Alexandre Zisa, detalhou o funcionamento da tecnologia à comitiva. Para que o transporte via cápsula funcione, todo o ar é retirado de dentro de um tubo de 20 quilômetros.

“A ausência de ar remove o atrito e diminui o gasto de energia, o que possibilita o deslocamento em alta velocidade. É o único meio de transporte dentro de um ambiente controlado, altamente seguro para humanos e para o meio ambiente”, explicou. O sistema, se instalado, será utilizado para transporte de cargas e de passageiros.

A Hyperloop TT foi criada há sete anos. Até agora, a empresa investiu US$ 55 milhões no desenvolvimento e testagem da tecnologia. A previsão é de que os testes com passageiros sejam iniciados no próximo ano, e a primeira instalação da tecnologia deve ocorrer em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, a partir de 2023. “As tecnologias são existentes e viáveis. Nosso principal desafio é a viabilidade financeira”, explicou.

Cápsula
Cápsula com passageiros ou cargas alcança até 1,2 mil km/h dentro de tubo metálico (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Esse é o primeiro estudo de viabilidade realizado na América Latina. O estudo analisa as condições técnicas de instalação, como análise de topografia e geografia, impacto ambiental, custo de instalação da trilha e do projeto no total, estimativa de tarifa para os passageiros, entre outros.

De acordo com o diretor Ricardo Penzin, head Brasil e América Latina da empresa, o valor da passagem para a rota entre Porto Alegre e Caxias do Sul custaria, em média, R$ 100. O tempo de viagem é de cerca de 20 minutos, e cada cápsula comporta 50 pessoas por viagem. Para o Rio Grande do Sul, o investimento necessário seria de US$ 24 milhões por quilômetro, com investimento 100% privado.

“O Rio Grande do Sul abriu as portas para o estudo de maneira que não vimos em outro Estado no Rio Grande do Sul. Temos a excelência dos estudos de transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Rio Grande do Sul tem uma diferença de altitude que faz muito sentido. Queríamos um local que mostrasse que a Hyperloop pode fazer coisas que o trem não pode fazer”, destacou Penzin.

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